A integração global é crucial para sobreviver no futuro

O mundo está a mudar rapidamente e a transformação digital é o atual motor deste processo. O digital e o espaço físico estão a fundir-se progressivamente nesta evolução. Os consumidores já vivem num mundo digital onde questões são respondidas instanta​neamente e encomendas entregues no prazo de 12 horas. Os equipamentos móveis influenciam a forma como trabalhamos, como partilhamos experiências e como compramos. Fazemos parte de uma cadeia integrada onde a comunicação interpessoal está a tornar-se gradualmente mais eficiente e automatizada.

Uma empresa que tenha completado a transformação digital dos seus processos de negócio apoia os seus parceiros com os seus consumidores, fornecedores, colaboradores e terceiros através de redes digitais. Numa fase avançada da transformação digital, os aparelhos inteligentes e as sofisticadas técnicas de análise estão interligadas de forma a otimizar a cadeia de valor. Nesta nova era digital, toda a informação relevante pode potencialmente ser analisada.

A maioria dos produtores alimentares ainda trabalha com o recurso ao papel

Estima-se que em 2017, a indústria alimentar deverá sofrer um aumento de aproximadamente 1%. Aumento de escala, consolidação e integração são as ferramentas necessárias para combater a concorrência. Na indústria alimentar os processos de compra e venda são maioritariamente digitais e eficientes, mas o mesmo não pode ser dito nos processos operacionais. As instruções de trabalho e/ou indicadores chave são frequentemente escritas e entregues em mão.

A tecnologia atual permite a realização dos processos produtivos de forma automatizada. Exemplo da otimização pode ser encontrado junto de um conhecido distribuidor de Roterdão. Nesta empresa, as balanças fabris estão associadas a terminais dirigidos pelo Microsoft Dynamics. Aqui o peso do peixe é processado imediatamente nos fluxos de entrada e saída de encomendas.  Um sistema integrado de scanning garante um processo de produção circular e o cumprimento do requisito legal tracking & tracing. O processamento de peixe fresco até ao picking da encomenda e o manuaseamento em armazém é feito sem recurso a papel.

Otimização da fiabilidade de entrega e inventário circular

A mobilidade é o próximo passo da digitalização. Trabalhar onde e quando quiser. Uma das oportunidades que a cloud oferece inclui a disponibilidade das várias aplicações para ​suporte. Por exemplo, o maior produtor de manteiga de ervas da Holanda disponibilizou tablets aos colaboradores. Os produtos são agora digitalizados, fotografados e os valores para análise são inseridos e aprovados imediatamente no sistema de ERP. O método melhora a fiabilidade​ de entrega, assegura o controlo dos níveis de stock e evita erros. Os tablets oferecem aos colaboradores acesso em tempo real à informação integrada nos sistemas de ERP. Esta forma completamente automatizada de trabalho poupa uma grande quantidade de processamento administrativo. 

Aumento do controlo e fiabilidade do inventário​

Track & trace é frequentemente um desafio para produtores alimentares. O correto balanço entre ser eficiente no processo produtivo e o cumprimento do requisito Track & Trace é muito difícil de alcançar. Através da organização correta do processo, o balanceamento torna-se mais claro e podem ser tomadas medidas durante momentos chave no processo produtivo. Um sistema de ERP integrado considera que as empresas usam a mesma informação e a mesma lógica, reduzindo erros, removendo a necessidade de inserir dados separados e uniformizando o processo de produção de relatórios. 

Melhor conhecimento com informação consolidada

A ligação entre a gestão de topo e o Shop Floor é mais fácil de atingir com a ajuda de um sistema de ERP integrado. Os sistemas ERP incluem informação relacionada com os processos de produção como compra de matéria-prima, composição do produto final e fluxos do processo. Os dashboards de Business Intelligence​ com gráficos sobre processos e infográficos ajudam os gestores a perceberem quando e que linha de produção deve ser substituída, que colaboradores deveriam receber mais formação e que produtos gerem uma margem adequada. Se utilizarem informação relacionada com o processo operacional podem ter ainda mais informação: temperatura, pressão do ar, intensidade da luz e resíduos de processo. Quando esta informação é inserida num ERP torna-se claro que, por exemplo, uma equipa no turno noturno é responsável por uma grande parte de resíduos. Pode também chegar à conclusão que a matéria-prima de um certo fornecedor originou um processo de produção mais longo ou que um equipamento opera a uma temperatura mais elevada.
 
Cada vez vemos mais e mais aplicações de Big Data na indústria alimentar. Alguns produtores iniciam o processo produtivo antes de terem recebido o pedido de encomenda. Acontece porque o sistema indica que num determinado dia são necessárias duas toneladas de produto, baseado em informação passada e condições climatéricas. Por exemplo, as empresas do setor de frutas e legumes podem antecipar tendências futuras com base nas condições climatéricas em alguns países.

Produtor torna-se retalhista

A informação, é muitas vezes, reconhecida como o "novo ouro", apesar de nem todos terem acesso à informação realmente importante. Os retalhistas não conseguem prever que o preço da batata irá cair num determinado mês. E paralelamente, os produtores não conhecem os consumidores tão intimamente como os retalhistas. Mesmo que essa informação seja de grande interesse. Simplesmente porque cada vez mais produtores estão a vender as suas mercadorias diretamente ao consumidor. Os consumidores podem fazer uma encomenda nos canais de venda digitais do produtor que podem ser vendidos através do website e com uma marca diferente de forma a não interromper a relação com o retalhista.

Esta tendência está a criar um maior leque de tarefas para produtores alimentares, incluindo o contato direto com os consumidores, devoluções, marketing e uma operação logística mais complexa.

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